coisas que eu quis te falar na hora do adeus mas não soube dizer por amor à armadura e criaram raiz:
1. eu nunca fui de me apaixonar fácil mas você chegou no meu coração tão rápido quanto a bala que o perfurou um tempo depois. e tudo bem, não podemos obrigar alguém a nos amar, tudo o que eu pedia era pra não mentir. obrigada pela ilusão.
2. às vezes eu relembro conversas antigas e certas coisas que você me falava como se eu fosse a única pessoa no mundo pra você. é nesses momentos que eu vejo o quão patética fui em acreditar na sua utopia vendida. e mais patética ainda por sentir falta dela.
3. você quebrou o meu coração em mil pedacinhos e achou que se desculpar iria coloca-los no lugar. você estava errado sobre isso, assim como estava errado quando achou que eu iria esquecer o que fez e que tudo voltaria a ser como era antes.
nunca mais teremos o que tínhamos
e a culpa é sua.
4. mas ela também pertence a mim, por exagerar na dosagem. porque “a forma que eu percebia o amor era delinquente apesar de honesta”. porque tudo o que é em excesso faz mal e eu aprendi que até mesmo o amor excessivo pode matar de overdose [principalmente se crescer regado a ilusão] e apesar de poético não é bonito porque você não vai ter ninguém pra te salvar porque a única pessoa que o podia fazer foi a mesma que te matou. e dói, baby, porque você era o raio de luz que me afastava da escuridão,
e agora é a própria escuridão.
5. mas eu amo você.
eu ainda amo você,
não consigo imaginar o dia em que não amarei
mas preciso partir, e isso também é por amor,
mas por mim mesma.
a gente se vê por ai.

